terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Uma pausa

Não posso mais postar do trabalho e a internet em casa está limitada e ruim. Devo ficar sem postar até o início da semana que vem.

Resolvi deixar dois pequenos textos em que andei pensando esses dias:

Um mestre japonês, chamado Baso, perguntou a outro mestre, chamado Hiakujo:
- Qual a verdade que você ensina?
A título de resposta, mestre Hiakujo limitou-se a erguer seu leque mata-moscas.
- Isso é tudo? - Perguntou Baso. - Não há mais nada?
Mestre Hiakujo abaixou seu mata-moscas.

E outro, que publiquei no meu antiquíssimo blog, em 2002:

Ordenei que tirassem meu cavalo da estrebaria. O criado não me entendeu. Fui pessoalmente à estrebaria, selei o cavalo e montei-o. Ouvi soar à distância uma trompa, perguntei-lhe o que aquilo significava. Ele não sabia de nada e não havia escutado nada. Perto do portão ele me deteve e perguntou:
- Para onde cavalga senhor?
- Não sei direito - eu disse -, só sei que é para fora daqui, fora daqui. Fora daqui sem parar; só assim posso alcançar meu objetivo.
- Conhece então o seu objetivo? - perguntou ele.
- Sim - respondi - Eu já disse: fora-daqui, é esse o meu objetivo.
- O senhor não leva provisões - disse ele.
- Não preciso de nenhuma - disse eu. - A viagem é tão longa que tenho de morrer de fome se não receber nada no caminho. Nenhuma provisão pode me salvar. Por sorte esta viagem é realmente imensa.

5 comentários:

Henrique Rossi disse...

Duas perguntas:

Cadê você?

e,

Qual o sentido das histórias deste texto?

André T. disse...

Vou voltar ainda essa semana, eu acho.

E o sentido? Ah, esse você vai ter que achar sozinho. Ou não existe sentido. Os dois servem :)

Anônimo disse...

A velha tática de falar coisas desconexas para parecer inteligente né?

Henrique Rossi disse...

Não fui eu que escreveu isso!

André T. disse...

Ah, eu imaginei que não.

De qualquer forma, as coisas desconexas não fui eu quem escreveu. A primeira é uma história do Kafka, e a segunda é um texto zen.