quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

RPG

Eu joguei bastante RPG quando era mais novo - AD&D, GURPS, Cyberpunk 2020. Ainda tenho vontade de jogar de vez em quando, mas não é mais a mesma coisa.

Pra fazer um personagem de RPG, você tem uma quantidade de pontos X para distribuir entre atributos, vantagens e habilidades. Você também pode ter desvantagens e ganhar alguns pontos a mais para gastar (em atributos, vantagens e habilidades). Por exemplo, eu posso fazer um personagem extremamente inteligente, mas aí não vou ter pontos pra gastar em força.

Aí isso deixou umas marcas, traumas, não sei. O caso é que sempre que vejo alguém muito inteligente, penso 'ah, esse cara deve ter alguma desvantagem ferrada, deve ser pedófilo, não sei.'. Ou então quando aparece a modelo extremamente bonita, aí vem a idéia de 'só pode ser burra'. Como se houvesse uma grande lei de balanceamento: se você quer se destacar muito nisso, vai ter que deixar aquilo de lado.

Mas de um tempo pra cá, notei que aparentemente a minha lei universal não estava funcionando muito bem. Havia, sim, pessoas bonitas, inteligentes, ricas, etc, tudo ao mesmo tempo, um abuso, uma falta de noção. Aí agora eu penso que existem habilidades que ainda não foram descobertas... algo como 'habilidade para pilotar Deloreans em viagens no tempo', ou 'perícia como ascensorista de elevador espacial'. E essas pessoas com certeza não terão grandes habilidades para fazer essas coisas que ainda não existem.

Não que isso sirva de consolo.

Carmen Kass, supermodelo e presidente da associação estoniana de xadrez


Mira Sorvino, atriz graduada "Magna Cum Laude" (com grande orgulho) por Harvard

Não tem jeito. Em algumas situações, você tem que reconhecer que estava errado.

2 comentários:

Deh disse...

Rá.

Arthur Tavares disse...

Você está esquecendo os pontos de experiência...

Os "normais" são "personagens" que viveram menos aventuras e passaram menos tempo "treinando" as suas perícias.

Agora, exemplos como estes que você citou - e muitos outros - geralmente são pessoas super-focadas, com estrutura, que perdem pouquíssimo tempo e participam de muitas aventuras (cavam suas oportunidades) para, assim, se desenvolverem e sobresaírem-se sobre os demais.