quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Evolução... ou nem tanto


Hoje comecei a noite procurando sites sobre criacionismo; normalmente me divirto muito com a ignorância alheia. Mas estou tão perplexo com o que andei lendo que acabo duvidando um pouco da tão falada Teoria da Evolução. Afinal, como a espécie humana pode ser tão evolutivamente desenvolvida e, ao mesmo tempo, apresentar tantas aberrações?

Na internet existem milhões de FAQs sobre Evolução. Mesmo assim, os criacionistas e adeptos do design inteligente repetem as mesmas balelas sem medo nenhum de estarem falando besteira. Respeito as pessoas que têm uma visão de mundo diferente da minha, mas elas têm que entender que o que acreditam é religião, não ciência. Acredite no que quiser, mas não na minha aula de Biologia.

Pois bem; como repetição nunca é demais, vou fazer uma pequena série temática com baboseiras que andei lendo por aí (não só criacionistas; qualquer coisa vale). Acredito que assunto é o que não vai faltar.

3 comentários:

Rafaela Tessarolo disse...

Olá, eu realmente não sei se verá meu comentário, mas tenho uma (ou várias?) dúvidas em relação a evolução.
Primeiramente, deixando claro que minha formação é básica, de acordo com o evolucionismo, evolução aqui notoriamente diferente de adaptação, a transformação das espécies ocorre naturalmente. Para mim parece quase insolúvel associar seleção natural com evolução. Afinal fazem 120 mil anos que não evoluímos e sim nos adaptamos, e não só me atendo aos seres humanos, as demais espécies fatidicamente não sofreram evolução, no máximo mutações como as espécies de borboletas do Japão afetadas pela radioatividade e etc. Porque os macacos (orangotangos, como estão dizendo por ai) não começaram a evoluir? Aliás, recentemente fora encontrado um Celanto na ilha de Madagascar, igual ao registro fóssil. Os biólogos mesmo dizem que "para que ocorra a evolução é necessário que mutações aleatórias resultem em nova característica, mutação, a indivíduos de alguma espécie". Quer dizer que o nome, nada representa? Tipo a teoria da evolução é na verdade para designar o estado dos indivíduos em contato com determinado ambiente e o que isso pode repercutir? Desculpe ser leiga e contestar fragilmente uma teoria tão estruturada ao passar dos anos. Mas eu tenho essas dúvidas, e mesmo tendo conversado com outros biólogos, aparentemente eles só sabem me der uma resposta automática, reformulada desde sempre para convencer (e bem) os leigos no assunto. Talvez eu tenha mesmo é que fazer antropologia e biologia, dai né... rs
Espero que veja, e por obsequio me ajude a entender esse nó.
Att. Rafa

Rafaela Tessarolo disse...

Errata: Celacanto
rs

André Taffarello disse...

Rafaela, está ocorrendo evolução na espécie humana sim, assim como em todas as outras. Existem muitos sinais de que ainda estamos evoluindo (e provavelmente vamos continuar por muito tempo, até desaparecermos ou algo drástico do tipo).

Um exemplo clássico é a resistência a várias doenças, que tem aumentado particularmente nas populações dentro de cidades. Entre os africanos, está se espalhando uma mutação humana que é resistente à malária.

Obviamente só isso não é o suficiente para, por si só, gerar uma espécie nova. Mas é importante lembrar que as mudanças causadas pelas mutações/seleção natural são acumuladas no decurso de milênios e milênios. É difícil de observar no dia a dia, mas se você procurar exemplos, vai encontrar vários. Esse das doenças infecciosas é ótimo.

Uma coisa que acho que você está confundindo é a adaptação que fazemos com nossa inteligência (exemplo: estamos com frio, fazemos um casaco e vestimos) da adaptação ocasionada por uma mutação aleatória. Nesse caso, é melhor você procurar um biólogo pra te explicar, porque eu também sou leigo e me interesso por curiosidade.

Quanto ao celacanto, pelo que verifiquei ele foi redescoberto como uma espécie não extinta em 1938. É muito comum existirem espécies que mudam muito pouco no passar de milênios. As formigas, por exemplo, são extremamente bem adaptadas e mudaram muito pouco com o passar dos anos.